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Beach Lizards Brand New Dialog |
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Tudo começou com o Doi-Codi em 1988, não o orgão de repressão do antigo regime militar mas, a banda de Demétrius e Cláudio que moravam no mesmo prédio e estudavam no Colégio São José. Tinham a mesma idade, muitas afinidades musicais e por conta do nome começaram a chamar a atenção da mídia sobre eles. Mesmo assim mudaram de nome: viraram os Flintstones e aí começaram a se profissionalizar (isso em 1990). |
![]() | Os Beach Lizards saíram da toca no início de 1991. O nome surgiu por uma matéria de jornal que falava sobre o
bichinho acima. Em extinção, o Lagarto de Praia hoje só é encontrado no litoral sul do Rio de Janeiro. Formado por Demétrius (vocal), Cláudio e Marcos (guitarras), Laercio (baixo) e Túlio (bateria) faziam um som pesado, com nítidas influencias de punk rock e heavy metal!!! |
| Após alguns shows onde
começam a formar um público fiel e com algum material, aproveitável,
gravam e lançam sua primeira demo - Piercing Ears com 4 músicas.
Um material pesado e com melodia! Com ela conseguem mais shows, agora em
locais maiores como o Garage e o Circo Voador e foi até tocada na
Rádio Fluminense FM. Apesar de tudo estar indo bem, após quase um ano juntos, Túlio resolve sair para se dedicar mais aos estudos e Marcos não estava muito interessado em levar a sério o lançe da banda e assim saiu também. |
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Estava aberta a porta para a entrada de André Nervoso (ex-Stupid Nerv). Assim depois de muitos ensaios é a hora de gravarem sua segunda demotape - Waiting Room. Agora o pessoal estava muito mais entrosado, o som mais pesado e com fortes influencias de punk rock, esta era a melhor demo até então, com ela ficaram mais conhecidos e reconhecidos! Clique aqui neste link para uma entrevista exclusiva! |
| A partir de seus shows,
muitas matérias elogiosas na imprensa e, específicamente, após o Festival
Multimídia do Canecão (promovido por Jorge Salomão e
onde também tocaram o X-Rated e a
Big Trep), a
POLVO Discos começou a negociar o contrato
para o que viria a ser o primeiro album dos Beach Lizards -
Brand New Dialog. As gravações foram produzidas por Ronaldo Pereira (do hoje legendário Estúdio Groove) e Aurélio Kauffmann no estúdio Uptown, no Rio de Janeiro, entre janeiro e maio de 1994. |
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| Em agosto de 1994 foi
finalmente lançado o CD -
Brand New Dialog
que surpreendeu a mídia ao incluir duas versões diferentes
(fato inédito 1!) para o mesmo disco onde uma delas
(a da imprensa, limitada a apenas 400 CDs) trazia algumas das
versões da demotape - "Waiting Room" e além disso
(fato inédito 2!) trazia o famoso
Release Eletrônico que deixou todo
mundo de boca aberta, afinal a POLVO Discos
é uma gravadora pequena (mas que saiu na frente de todas as grandes!8-)
)))! Brand New Dialog tem 12 faixas (mais 5 bonus!) em quase uma hora do mais puro hardcore melodioso na melhor tradição das grandes bandas americanas como Bad Religion, Green Day, Nirvana com Beatles! No início de 96 foram apontados pelo editor da revista americana The Music Paper como o disco do ano de 1995. | ![]() |
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André Nervoso - Bateria | Claudio - Guitarras | Laércio - Baixo | Demetrius - Guitarra e Vocais |
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| Brand New Dialog = 12 faixas/tracks (+ 5 bonus!!!), apresenta o que há de melhor no cenário hardcore brasileiro e é a síntese dos primeiros 6 anos. Energia, velocidade e melodia são os ingredientes principais deste clássico instantaneo! Clique aqui para comprar o CD - Brand New Dialog |
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Produzido Beach Lizards, Aurélio Kauffmann e
Ronaldo Pereira para POLVO Discos
Gravado e mixado em 16 canais ADAT no Estúdio Uptown, março de 1994
Produção Executiva:
A&R: Marcelo Antelo
Todas as músicas compostas, arranjadas e tocadas por Beach Lizards.
Todos os direitos reservados. Copyright 1994 (SCA Edições)
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| Abaixo você tem a relação do título das músicas no CD Brand New Dialog, caso você queira as letras a partir do início clique aqui, se quiser uma letra em especial clique em cima dela ou se quiser copiar para seu computador escolha este link (11Kb .txt). |
1) Naive Revolution ( 2:34 ) 2) Friction ( 2:34 ) 3) The Calm Came After The Storm ( 3:12 ) 4) Mirrors in Affection ( 2:02 ) 5) Anesthesia ( 2:57 ) 6) Keep yourself Together ( 2:32 ) 7) Mr. Unconscious ( 2:33 ) 8) Fine ( 2:27 ) 9) Coming Back home ( 1:40 ) 10) Greedy Thing ( 2:30 ) 11) Bad Trip ( 1:44 ) 12) Farewell Song ( 3:33 )
1) Naive Revolution ( 2:34 )
Everybody's happy
Gimme your body my spirit's so hungry
Calm after the storm
"My friend sometimes I wonder you and me as one
Heads on pillow
Breaking
If we like to get high then you do
She led my eyes for a second stare
Sometimes when I'm wondering
How many times I tried to speak
Hery fell so sad
My time come today |
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| Aqui estão algumas fotos, matérias de jornais e revistas e outros merchandises para os fans dos Beach Lizards. Se você tiver algum material (foto, matéria de revista, zine ou jornal, etc.) por favor entre em contato comigo, para que possa inclui-lo aqui! |
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Beach Lizards Esta entrevista foi realizada através de perguntas enviadas pelos fans dos Beach Lizards no mesmo dia em que os Lagartos estavam no estúdio Uptown realizando gravações de versões acústicas de algumas de suas músicas. O clima estava bem descontraído e Demétrius respondeu às perguntas entre uma gravação e outra... |
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Pergunta- Como os Beach Lizards se conheceram? Demétrius - A gente se conheceu na escola, quem se conheceu foi eu e o guitarrista, que foi o nosso primeiro guitarrista e o baixista o Laércio, e logo depois, a gente não levava muito a sério o negócio, quando começou a levar a sério mesmo, aí o Cláudio entrou na banda, e tinha um outro guitarrista e um outro baterista que não era o "Nervoso", era o Túlio Bambino, e com o tempo a gente foi se profissionalizando, foi tocando, levando o negócio cada vez mais sério até que chegou um ponto que, a formação da banda atual.Quando a gente realmente começou a levar o negócio mais a sério aí entrou o "Nervoso" e a gente começou a tocar. Isso aí foi mais ou menos em 1991, de 91 pra 92. P- O grupo sempre teve a mesma formação? D- Não, não. Isso aí que a gente tava explicando é o seguinte: a primeira formação que não era o Beach... o Beach Lizards mesmo, vocês vão falar só sobre o B.L., o B.L. sempre teve a mesma formação, sempre teve... dois anos juntos com essa formação. P- Por que o nome "Beach Lizards"? D- Ah! Isso aí não tem muito um porquê não, é mais pela sonoridade do negócio, é que a gente tava numa tarde assim, tentando escolher um nome pra banda, assim né. Então a gente fez uma votação assim de vários nomes e o nome que a gente escolheu foi B.L., mas não tem uma razão especial assim, Lagartos de Praia, assim não tem. É mais pela sonoridade do negócio mesmo. P- Quem é o líder da banda? D- Esse negócio de líder não é... é um negócio meio fascista, sei lá. Eu acho que a gente... a banda funciona assim dessa forma: eu chego com as músicas, com o esqueleto das músicas e mostro pro pessoal. Aí o pessoal vai colocando arranjo, quer dizer, no final é um produto do meio, de todo mundo, todo mundo dá suas opiniões, assim. P- Os integrantes da banda têm atividades paralelas como trabalho ou estudo? D- Eu trabalho numa loja de móveis, lamentávelmente trabalho numa loja de móveis, que não tem nada a ver com Rock'n Roll. P- Por que a opção por cantar em inglês? D- Ah! Eu quando comecei a escutar música, a me interessar por música, eu vou dizer pra vocês que foi com Beatles. Eu nunca me interessei, assim, por música brasileira, assim. Então eu comecei a gostar de música realmente - não a escutar música - a gostar de música, através de Rock'n Roll, assim, e, quer dizer... é uma coisa que eu não conseguia dissociar assim do inglês. Sabe aquela coisa a que tua cabeça tá limpa. De repente entra informação e essa informação fica, por mais tempo que...você vai morrer com essa informação na cabeça. Então, é por isso, o inglês eu... eu adoro inglês, eu acho uma língua linda, assim. A língua mais bonita que tem. Eu acho que pro não se encaixa outro tipo. É, de repente isso aí vai criar muita controvérsia. Nêgo vai falar que consegue fazer,só sabe fazer(...) eu particularmente não sei fazer letra em português, eu acho que fica brega, eu não sei fazer. Eu gosto de fazer em inglês, eu gosto de compor em inglês. P- Quantas fitas-demo o grupo gravou até pintar o Brand New Dialog? D- ... até pintar o CD, bem. Teve, na fase séria teve duas né? Duas demos. Uma não foi comercializada, a outra foi comercializada; e aí a gente logo depois, a gente gravou. P- O que vocês acham de veículos da imprensa alternativa como fanzines para divulgação? D- ..... a gente caminha num sentido assim, parece que... é um meio totalmente alternativo. Então essa, essa cultura alternativa, assim, de mídia, de jornal, de fanzine, isso é muito importante pra nossa própria sobrevivência, né; que a gente vive disso, a gente só é conhecido por alguém através de fanzine, assim. Porque a gente ainda não chegou naquele esquema. Talvez agora depois que a gente lançou um disco, a gente realmente vá entrar na mídia grande, na grande mídia. Mas por enquanto, a gente só existe por causa dos fanzines que mostraram a nossa música pra diversas pessoas através de cartas. A pessoa liga pro fanzine: "Pô, tô a fim de escutar essa banda que vocês tão falando bem", quer dizer, a gente deve tudo aos fanzines. P- O "Beach Lizards" pode ser considerado uma banda de música romântica? Por que tantas letras falando de amor? D- Não romântica. É porque é o seguinte: não o que ele fala, eu, acho que é enfocada as letras. As letras é o seguinte: não é uma letra romântica, assim. É porque eu particularmente pra (...) quando vou escrever uma música assim, é (...) eu não sei, eu sou um cara que é meio estranho, assim. Parece que eu tô sempre apaixonado por alguma coisa, assim. É tudo que eu penso, tudo que eu gosto da coisa eu logo me apaixono por essa coisa. Então com mulheres não é diferente, assim. Quando você vai fazer uma música (...) ainda mais eu que cresci escutando Beatles: She Loves You, I Wanna Hold Your Hand ...etc. quer dizer, isso fica na tua cabeça e é um negócio que num... que pra mim é... eu tenho uma facilidade grande de escrever uma letra sobre amor, mas não é essas letras. Tem letras de amor, e letras de amor, né. É um negócio que, é (...) eu sou assim, eu sou assim. Gosto de escrever muito sobre esses temas, assim. P- Se não é música romântica, como vocês rotulam o som do grupo, 'surf music'? D- É uma pergunta altamente, é... como é que se chama? Altamente (...) serve pra dividir o público. A gente quer pegar, alcançar o maior número de pessoas possível, quer dizer, esse negócio de restrição - ah! eles são surf music então o pessoal de metal não vai gostar - quer dizer, então a gente deixa pra imprensa que, que bote seus rótulos. Mas a gente faz a música, a gente faz Rock'n Roll. Agora eu acho que tem muitas misturas, assim. A gente escuta muitas coisas diferentes, então não é... fica difícil, a gente não gosta de uma só. Se todo mundo gostasse de uma coisa só seria fácil rotular, assim. A gente tocaria aquele tipo de música, mas todo mundo gosta de uma coisa diferente, então fica difícil rotular. P- Como são os "Beach Lizards" ao vivo? D- Bom, ao vivo, eu acho que a gente ainda tem que melhorar muito, assim. A gente é bom, assim; eu acho que o pessoal gosta dos nossos shows, da maioria dos nossos shows; mas eu acho que tem aquele, tem uma coisa assim que a gente, que isso aí não é, não é demérito nenhum falar porque eu cresci ouvindo isso. E as bandas tocarem mal ao vivo. Eu acho que a gente, a gente erra bastante ao vivo, assim. Tem esse negócio. Mas é um negócio sincero, assim. A gente não procura disfarçar o erro não. A gente ri dos erros, assim; a gente começa uma música, erra uma música no meio e começa de novo: "aí, vamu tocar de novo, a gente errou. Quer dizer, é uma coisa que, é o espírito punk rock mesmo, que a gente cresceu aprendendo com isso entendeu, o negócio da gente, se a gente não pode ser o melhor, a gente (risos)... isso é o mais importante: se tiver uma pessoa pulando lá, gostando, a gente já... já tá satisfeito. P- Quais foram suas principais influências e quais os grupos favoritos de vocês? D- Essa é a pergunta que eu me amarro, gosto muito de falar, responder isso aí. Eu gosto... eu gosto de muita coisa, assim. Gosto de Beatles, é... isso é influência, assim, Beach Boys também é muito legal, assim, a parte de backing vocals, eu gosto muito de música que tem backing vocals e os Beach Boys realmente eram os mestres. E, pô, mais atual, assim; nos anos setenta que veio o punk rock eu gosto muito de Buzzcocks, Sex Pistols, Ramones, Undertones, eu gosto de muita coisa! Dos grupos atuais tem muita coisa também boa: Pixies, Nirvana, sei lá tem muita coisa boa aí acontecendo, é muito grupo que a gente gosta muita coisa boa..... Infelizmente, Rush é a antítese nossa, mas tem nego que gosta aqui na banda. P- Na década de 90 0 rock nacional ainda não conseguiu furar o bloqueio das grandes gravadoras. Vocês se contentam apenas com um gueto em termos de público? D- Olha, eu vou dizer alguma coisa, assim. A minha opinião, assim eu gostaria que todo mundo gostasse da minha música, desde o neguinho lá da Beija-flor até o skatista que tá andando de skate na rua, quer dizer, eu gostaria de abranger todas as pessoas. Só que isso não acontece, não acontece isso aqui no Brasil. Aqui é tudo realmente difícil. Então eu... eu tô meio... não é que eu teja... eu tô meio desesperançoso, assim, com o que o grupo pode apresentar pro Brasil, assim. Eu acho que vai ter sempre aquele pessoal que vai gostar e tal. Mas é, eu acho difícil a nossa música ser assimilada por esse pessoal. É a minha opinião. Eu acho muito difícil, eu sou meio cético... P- A mídia tem dado maior apoio aos grupos que têm feito misturas de ritmos tradicionais Brasileiros como forró, e que cantam em português. Ela está preparada para absorver o hardcore e grupos nacionais cantando em inglês? D- A mídia? Você fala a mídia? Aí eu não sei, eu não tô dentro da cabeça deles. Eu não sei se eles têm propostas... Eu acho que não seria legal os caras fazerem barreiras assim... só porque uma banda canta em inglês eles: "ah! Isso aí de antemão eu não vou escutar porque não é praia do Brasil. O Brasil tem que ser a mistura, quer dizer, o Brasil tem que ser nada! O Brasil tem que ter a diversidade de estilos pro pessoal poder escolher. Quanto mais diversa for a música, de culturas diferentes, de misturas diferentes, melhor! Então não tem que ter ..... Pra imprensa, a grande conquista da imprensa é criar um hype em cima de alguma coisa, eles criarem, por exemplo: Manchester aquela onda de bandas de Manchester. Aquilo foi criado pela imprensa inglesa, quando se abria a "Melody Maker" que era "NME" só aparecia aquele tipo de banda de franjinha, quer dizer, aquilo pra imprensa deve ter sido o máximo, foi ela quem criou aquele termo, aquele tipo de música. Então eles querem isso. Se eles conseguirem amanhã fazer que seissentas bandas do Brasil fizessem uma mistura de hardcore com forró, ia ser... eles iam dizer:"Fomos nós que começamos com isso. Alertamos que os Raimundos tinha muito futuro", quer dizer, é um negócio estranho... P- Por que a POLVO Discos se tinha tanta gente na jogada? D- Tinha muita gente, mas também tinha muita gente com propostas assim, absurdas. Tipo: "vocês gravam o disco, vocês divulgam o disco, vocês depois arrumam shows, vocês pagam a prensagem, pagam a capa que a gente só distribui. A gente pega vocês... faz tudo, você distribui e fica com 1% e a gente fica com 99%. Quer dizer, a maioria das propostas eram uma coisa assim, meio absurda. E a POLVO Discos foi a primeira, assim, que veio com uma proposta razoável de negócio assim realmente legal para as duas partes, e por isso que a gente escolheu eles, e... era um pessoal que deu liberdade pra gente trabalhar com o pessoal que a gente conhecia. Não teve imposição nenhuma, assim, de técnico de som, de gravação, esse negócio todo. Então foi legal trabalhar, foi fácil. P- Qual a expectativa do grupo em relação às vendas do Brand New Dialog e o que vocês pretendem fazer para divulgá-lo? D- A gente pretende tocar muito, né, tomara que venda bastante, assim, que é o que a gente quer, espero!... P-Qual o potencial deste trabalho para o mercado internacional na visão do grupo? D- Não sei, porque... é difícil porque a gente tá aqui e eles estão lá. A gente... a minha idéia mesmo seria se a gente quizesse trabalhar realmente esse mercado externo, a gente teria que ir lá. Teria que encontrar o cara. Cara a Cara! Entendeu? E apresentar o teu trabalho: esse aqui é... a gente é lá do Brasil. A gente tem uma proposta tal. Gostaria de saber o que que você acha dela e tal. Aí fica muito assim no sonho. Da gente mandar um CD daqui, entendeu? Pra chegar lá, e alguém lá, se escutar, e achar: "Pô muito legal. Vamos contratar os caras". Quer dizer, fica um negócio meio utópico, assim. Mas a gente tem um plano, assim, de, se pintar uma grana, se pintar um patrocínio legal, a gente ia pra lá, tentar batalhar lá também, não só aqui. A gente acha que tem um potencial muito grande, assim. Porque o Brasil tá... aí que fecha. Se a gente cantasse em português, tem esse problema. Se a gente cantasse em português ia fechar uma porta muito grande, você vê... na Alemanha... a língua universal é o inglês. O mundo pensa inglês, que dizer, se você começar a restringir muito essa coisa, eu não vejo porquê assim da gente (...) Por isso que a gente canta em inglês, a gente queria alcançar um número de pessoas muito grande, assim. Viajar pra caramba, a gente queria conhecer outras culturas. Um negócio que é meio sonho, assim, mas a gente tá batalhando por isso. P- O CD do grupo tem uma qualidade de som muito superior à média dos trabalhos independentes. Quais foram os principais cuidados na realização do CD? D- ..... É, eu acho que, o principal, assim, de sair legal, de ter saído legal a qualidade, foi que a gente se propôs a fazer as coisas que a gente sabia fazer. A gente não viajou, assim, no estúdio, entendeu? Tentou... a gente não tinha tempo pra isso também - de ficar viajando - a gente tentou fazer o que a gente já sabia, que já tinha testado nas demos, assim. A gente já sabia mais ou menos, a gente chegou no estúdio, mais ou menos já sabendo o som que tirar de cada coisas, assim. Por experiência própria, assim. Então foi... não foi muito difícil, assim. A gente pegar uma tecnologia boa, assim, e desenvolver em cima, o trabalho. P- Quando o grupo começa a fazer uma excursão nacional? D- Agora que o CD saiu a gente vai começar a agendar os contatos pra poder viajar o Brasil. O máximo de cidades que a gente puder ir, a gente vai. Tocar pra mostrar a música da gente. P- Quais os planos do grupo para o futuro? D- Pro futuro é tocar, tocar e tentar divulgar o máximo o nosso trabalho pra ver o que que o gente consegue colher de frutos, de experiência, assim. Vamu vê quais são as portas que vão se abrir pra gente. A gente espera que abram muitas pra gente poder escolher. Aí, então a gente tá esperando que você ligue pra rádio, aí você de sua cidade ligue pra rádio e peça pra que a gente vá tocar aí, faça força pra gente tocar aí que a gente quer muito tocar, te conhecer.
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