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Beach Lizards - A História A História|O CD|Galeria| Entrevista | Comprar CD

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Brand New Dialog




Tudo começou com o Doi-Codi em 1988, não o orgão de repressão do antigo regime militar mas, a banda de Demétrius e Cláudio que moravam no mesmo prédio e estudavam no Colégio São José. Tinham a mesma idade, muitas afinidades musicais e por conta do nome começaram a chamar a atenção da mídia sobre eles.

Mesmo assim mudaram de nome: viraram os Flintstones e aí começaram a se profissionalizar (isso em 1990).

The -real- 
Beach Lizard
Os Beach Lizards saíram da toca no início de 1991. O nome surgiu por uma matéria de jornal que falava sobre o bichinho acima. Em extinção, o Lagarto de Praia hoje só é encontrado no litoral sul do Rio de Janeiro.

Formado por Demétrius (vocal), Cláudio e Marcos (guitarras), Laercio (baixo) e Túlio (bateria) faziam um som pesado, com nítidas influencias de punk rock e heavy metal!!!

Após alguns shows onde começam a formar um público fiel e com algum material, aproveitável, gravam e lançam sua primeira demo - Piercing Ears com 4 músicas. Um material pesado e com melodia! Com ela conseguem mais shows, agora em locais maiores como o Garage e o Circo Voador e foi até tocada na Rádio Fluminense FM.

Apesar de tudo estar indo bem, após quase um ano juntos, Túlio resolve sair para se dedicar mais aos estudos e Marcos não estava muito interessado em levar a sério o lançe da banda e assim saiu também.

Beach Lizards at Circo Voador, 1994

Estava aberta a porta para a entrada de André Nervoso (ex-Stupid Nerv). Assim depois de muitos ensaios é a hora de gravarem sua segunda demotape - Waiting Room. Agora o pessoal estava muito mais entrosado, o som mais pesado e com fortes influencias de punk rock, esta era a melhor demo até então, com ela ficaram mais conhecidos e reconhecidos! Clique aqui neste link para uma entrevista exclusiva!

A partir de seus shows, muitas matérias elogiosas na imprensa e, específicamente, após o Festival Multimídia do Canecão (promovido por Jorge Salomão e onde também tocaram o X-Rated e a Big Trep), a POLVO Discos começou a negociar o contrato para o que viria a ser o primeiro album dos Beach Lizards - Brand New Dialog.

As gravações foram produzidas por Ronaldo Pereira (do hoje legendário Estúdio Groove) e Aurélio Kauffmann no estúdio Uptown, no Rio de Janeiro, entre janeiro e maio de 1994.

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Clique aqui para comprar o CD!A arte do album ficou a cargo do artista gráfico Cavalcante (do jornal O GLOBO) que fez um trabalho realmente fantástico! E mais shows após o lançamento do CD: Campinas, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte. .. mas dois momentos marcaram muito os Beach Lizards: as oportunidades de abrir shows para duas grandes bandas internacionais das quais eles gostavam muito: Fugazi e (realizando um antigo sonho "impossível" do Demétrius) Buzzcocks. Demétrius play his guitar

Em agosto de 1994 foi finalmente lançado o CD - Brand New Dialog que surpreendeu a mídia ao incluir duas versões diferentes (fato inédito 1!) para o mesmo disco onde uma delas (a da imprensa, limitada a apenas 400 CDs) trazia algumas das versões da demotape - "Waiting Room" e além disso (fato inédito 2!) trazia o famoso Release Eletrônico que deixou todo mundo de boca aberta, afinal a POLVO Discos é uma gravadora pequena (mas que saiu na frente de todas as grandes!8-) )))!

Brand New Dialog tem 12 faixas (mais 5 bonus!) em quase uma hora do mais puro hardcore melodioso na melhor tradição das grandes bandas americanas como Bad Religion, Green Day, Nirvana com Beatles! No início de 96 foram apontados pelo editor da revista americana The Music Paper como o disco do ano de 1995.

POLVO Discos

Beach Lizards :

André Nervoso - Bateria | Claudio - Guitarras | Laércio - Baixo | Demetrius - Guitarra e Vocais

Beach Lizards - Ficha Técnica A História|O CD|Letras|Galeria| Entrevista | Comprar CD

Brand New Dialog = 12 faixas/tracks (+ 5 bonus!!!), apresenta o que há de melhor no cenário hardcore brasileiro e é a síntese dos primeiros 6 anos. Energia, velocidade e melodia são os ingredientes principais deste clássico instantaneo! Clique aqui para comprar o CD - Brand New Dialog

Produzido Beach Lizards, Aurélio Kauffmann e Ronaldo Pereira para POLVO Discos

Gravado e mixado em 16 canais ADAT no Estúdio Uptown, março de 1994
Engenheiro de Som e Mixagem: Aurélio Kauffmann . exceto Demo Tape tracks (p)1993 Beach Lizards.

Produção Executiva:
Beach Lizards e POLVO Discos

A&R: Marcelo Antelo
Arte Capa, Encarte e CD: Cavalcante
Assistente de Arte: Donida
Foto: Daniela Dacorso

Todas as músicas compostas, arranjadas e tocadas por Beach Lizards.

Todos os direitos reservados. Copyright 1994 (SCA Edições)

Beach Lizards - Letras A História|O CD|Letras|Galeria| Entrevista | Comprar CD

Abaixo você tem a relação do título das músicas no CD Brand New Dialog, caso você queira as letras a partir do início clique aqui, se quiser uma letra em especial clique em cima dela ou se quiser copiar para seu computador escolha este link (11Kb .txt).


1) Naive Revolution ( 2:34 )
2) Friction ( 2:34 )
3) The Calm Came After The Storm ( 3:12 )
4) Mirrors in Affection ( 2:02 )
5) Anesthesia ( 2:57 )
6) Keep yourself Together ( 2:32 )
7) Mr. Unconscious ( 2:33 )
8) Fine ( 2:27 )
9) Coming Back home ( 1:40 )
10) Greedy Thing ( 2:30 )
11) Bad Trip ( 1:44 )
12) Farewell Song ( 3:33 )


1) Naive Revolution ( 2:34 )

Everybody's happy
Though not everyone understand what it means
Everything's all right
To the hardest reality I'll close my eyes
No more that kind of thing to you worry about it
No more the twisting ways to you walk aroun 'em
Naive revolution put your hands over me
I don't know what goes on around me
I just go always straight ahead and
I shoul know where I'm going to
But I don't know
I've always been true to you so why did you lie to me?
I did you no harm but you'd break my heart
All the truth's my enemy and I've got a disguise
It's hard to believe that I can speak my own mind
I'm sick of this world... this world disgusting me
I've built my world... it's a nice one to live in
And it was made to last... I mean last forever
As they say we all lived happily ever after

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2) Friction ( 2:34 )

Gimme your body my spirit's so hungry
Gimme pleasure let my flesh satisfied
Gimme fire I don't like to see you
feelin'sad
Gimme friction love to being between
Her things
Oh e'mon baby I'm gonna turn you
Inside out
Your kiss,your skin so bare I need it
now
You know you make me freak when
You call me up
I just can't wait till get into you
Oh honey do me now do not matter how
Show me your feelings i'm deadly teased now
Right on this tight seat we know that we could fly
Nothing can stop me and you,we got no bounds
It's so amazing just the way your body fist mine
My intuition begs for a gorgeous 69
And go crasy when you hurt me with
Your nasty bites
Let's go somewhere,we can make some friction
Touch me I love your smell
Cmon fell me,your're hot as hell
My darling kiss me and swallow my tongue
Till I just lose my breath and mind
Oh c'mon baby,I'm gonna turn you inside out
Your kiss,your skin so bare I need it now
You know you make me freak when you call me up
I just can't wait till undressing you
Outside my body burns in fever
Inside craving just to please her

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3) The Calm Came After The Storm ( 3:12 )

Calm after the storm
It came too soon,because of you
Calm after the storin
Came too soon because of you
Lie up my back that way you do
Or bite my neck if you want to
"Take your hair off your mouth
Make me sure our tongues are tied
And when you I love gone
Don't be long hate to tell you goodbye
After you've dressed
The clothes I use They smell of you
Now it seems to me
They shine as new They smell of you
Now it seems to me
They shine as new They smell of you
Treat me like child and I'II sleep with you
Or learn to me things I wouldn't to
We're slowing down as the word keeps turning
And speeding up when nothing's moving
I don't know why if this means something
Never felt this way before
So when
You're flyings away from me
No hidden tears
When you're flying away from me

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4) Mirrors In Afection ( 2:02 )

"My friend sometimes I wonder you and me as one
In those times when I'm not quite rigth if I'm wrong"
Mik asked kim help but didn't hold her hand
(and I know) Mik didn't know exactly what he felt
About kim
Mik didn't mean to hurt kim so
(oh sorry me)
He's benn so complicated
And I don't wanna you don't wanna
We won't simplify
"Maybe you're right about me, a wounded bird I am
And I'd rather shed tears than try to fly again"
Kim made mik feel so good when everything was
Black
(but I know) When everythi'ng's becoming clear
Mik made kim feel so bad
"why don't you disappear?"kim told (oh sorry me)
Mike thought it absurd
Cos'I don't wanna
We won't simplify
"Hey friends,sometimes I really wonder you and I as
one..."


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5) Anesthesia ( 2:57 )

Heads on pillow
But his mind has been too far
It must sedate him
She spiked the best vein to his heart
He woke up sick yesterday
But they say he'll be better
All this pain will go away
For new one twice stronger
He don't know if can succeed ...Thar's the way it goes
Those pills can't avoid these things...Thar's the way it goes
Hesitations inside him...That's the way it goes
So why he don't give in?
He stares at the celling
Trying to see through the walls
To understanding
If it's good to be small
With her he's immune and strong
So fragile when she's gone
she's your anesthesia


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6) Keep yourself Together ( 2:32 )

Breaking
All you can find you'll meet your private hell
Standing
with all this silence you're not very well
You don't want know
How far you'll go you never realised
You're faking
Can se your feitend eyes deserve to blind
This is your life
It's very hard to bilieve but man it's true
Don't waste your time
You'd never keep yourself together
(no you don't) Blame the mankind
One million bands can dig a hole so deep down
Just count to five
So slash your heart without emotion
Hey my buddy
Don't cry too loud cos you can make up your
Neighbourhood
Shut your mouth now anyway
Tell me
You get used to it do not give it up
Empty emotions
They say your desperation suits you,oh so fine
Man, we don't want to put you down
Friend, we just want to fool around
Lonely, always by your fuckin' self
No, he doesn't mean a thing to me


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7) Mr. Unconscious ( 2:33 )

If we like to get high then you do
If we hate to get high then you do
Agree with us on everythig
And tomorrow you won't remember
That you' ve got no time to think for yourself
Cos' it's easier to ask for help
Poor boy my mind is looking after you
You know I can't find points ot view can you do?
You know I can't find points of view
It's true
shaking hands it's all your karma
It's up to you
Follow me Mr. Unconscious

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8) Fine ( 2:27 )

She led my eyes for a second stare
With sparking eyes a long look at me
Mesmerizing me, could stay awake all right
This teenage smile will calme me insade
Look at me throw me a smile
So surprised she's just fourteen
Look at me a smile
I know that taste your lips will be fine
We're so different
But this time an equality won' t be fine
Oh no ain' t fine!
Ain't fine!

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9) Coming Back Home ( 1:40 )

Sometimes when I'm wondering
I can see what mistakes I get
You have to comprehend it, oh! my darling
I was so upset
Get tired to be so lonely one I wanna get you back
Again
Get tired to be lonely one I wanna get you back
Again
I know it's not the end you're still in love with me
We just misunderstand
Distance makes you cry girl
It makes me go home
Tell you one more time girl
Then our love goes on
Cos I'm coming back for you
You know I'm coming home
and my home is your arms
I know that she's girl who ever makes you
Break yourself in two
My babe that's the reason why
I'm coming back to you
I'm sure she was crying when I left her
And that's not fine
I swear you honey can't you forgive me?
I gotta change your mind
No more disgusting lonely nights
With her it's everything all right
She kiss me 24 hours a day
I won't forget her anyway
And everything's Ok

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10) Greedy Thing ( 2:30 )

How many times I tried to speak
But you never took me too seriously
For second thoughts your choice is free
If have to shout it's ok by me
Your money can't buy everyone greedy thing
I khow your mud's smile just as gracelless as you
But I don't suppose we have to change
It's out way of life and it is strange
Never losing in the game we play
And we don't care about you anyway
Your grandiloquence makes me sick
I guess you're the most important human being
You'd love to see god on his knees
Another victim of your supremacy
My Submission? You more fish to fry
Dann you now! I wont sell myself to you

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11) Bad Trip ( 1:44 )

Hery fell so sad
Ned more of that
I want to be well
Run into my veins
Till kissing my brain
Lead me to hell
I feel the flow's coming
The river seems so serene
But don't let me drown
My heads is not moving
But just dann everything
Is shaking around me
Maybe bad trips don't last for very long
This time I don't feel so strong
I think that something's going wrong
Bad trips don't last for very long
You leave me too far
Sooting my heart
Twisting my spine
No I can't succed
Down on my knees
Getting stone till I die
Taking me
Burning me
Burning me
Freeding ma all around

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12) Farewell Song ( 3:33 )

My time come today
I can't from my fate
Got no way out for running away
All that rests are ruins me
Cmon see me beaten and gone
My heart has turned to stone
Singing this farewell song
Now say goodbye to me
Look for bones
Under the ground
I'm falling apart and there's no doubts
Disappearing like dinossaurs
Cmon ashes to ashes
Dust to dust that's me blown away
Hang my head my heart and drink my blood
Sell my skin or maybe take my soul
I"ll disappear without a clue
watching me die away
Oh please let me die away, friend
Don't ask me why
There's nothing to do
Looking around watch me bleed
What comes now? Get out and see
Winds will sweep me off from this word
My life is denied (that doesn't matter)
Denied for my kind
And I'm feeling so fine

Beach Lizards - Galeria A História|O CD|Letras|Galeria| Entrevista | Comprar CD

Aqui estão algumas fotos, matérias de jornais e revistas e outros merchandises para os fans dos Beach Lizards. Se você tiver algum material (foto, matéria de revista, zine ou jornal, etc.) por favor entre em contato comigo, para que possa inclui-lo aqui!

  • Rio Fanzine - O Globo - Tom Leäo fala sobre o release eletrônico dos Beach Lizards e finaliza: "No Brasil é uma sacada inédita!" (. GIF - 9.5Kb)

  • Beach Lizards For Windows, é o release eletrônico dos Beach Lizards, inclui a ficha técnica, fotos, letras, etc. Contém executável. Foi o primeiro do gênero no Brasil! (1.279Kb)

  • Foto 11 montagem com Demetrius em dose dupla (.JPG - 6Kb)

  • Foto 12 color, Circo Voador, RJ, 1994. (.JPG - 5Kb)

  • Foto 13 da sessäo de divulgaçäo. Demetrius em versäo cara ou coroa! (.JPG - 8Kb)

  • Foto 16 da sessäo de divulgaçäo. Demetrius em versäo coroa ou cara! (.JPG - 8Kb)

  • Foto 8 que está no alto deste documento! (.GIF - 6Kb)

  • Lagarto de Praia, animal em extinçäo, foto tirada na Barra, RJ. único lugar do mundo onde, ainda, sobrevivem. (.GIF - 6Kb

  • Entrevista/Interview -Caderno Zero (Teresópolis, RJ), (.GIF - 39Kb)

  • Tray Card - CD Brand New Dialog (.GIF - 9Kb)

  • Punk Melodioso é o título da crítica de Nelson Sato - Folha de Londrina - ao CD dos Beach Lizardse finaliza: " Brand New Dialog é punk revisitado, prá guardar na prateleira ao lado dos CDs do Green Day.". (.GIF - 17Kb)

  • Capa/cover CD - Brand New Dialog. (.GIF - 11Kb)

  • Rock Brigade comenta o lançamento do CD dos Beach Lizards (.GIF - 6Kb)

  • André Nervoso baterista Beach Lizards. (.JPG - 6Kb)

  • Cláudio guitarrista Beach Lizards. (.GIF - 2Kb)

  • Demetrius vocalista Beach Lizards. (.JPG - 5Kb)

  • Laércio baixista Beach Lizards. (.GIF - 6Kb)

  • Letras CD - Brand New Dialog. (.txt - 13Kb)

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Beach Lizards - Entrevista A História|O CD|Letras|Galeria| Entrevista | Comprar CD

Beach Lizards
Esta entrevista foi realizada através de perguntas enviadas pelos fans dos Beach Lizards
no mesmo dia em que os Lagartos estavam no estúdio Uptown realizando gravações de versões acústicas de algumas de suas músicas.

O clima estava bem descontraído e Demétrius respondeu às perguntas entre uma gravação e outra...

Pergunta- Como os Beach Lizards se conheceram?

Demétrius - A gente se conheceu na escola, quem se conheceu foi eu e o guitarrista, que foi o nosso primeiro guitarrista e o baixista o Laércio, e logo depois, a gente não levava muito a sério o negócio, quando começou a levar a sério mesmo, aí o Cláudio entrou na banda, e tinha um outro guitarrista e um outro baterista que não era o "Nervoso", era o Túlio Bambino, e com o tempo a gente foi se profissionalizando, foi tocando, levando o negócio cada vez mais sério até que chegou um ponto que, a formação da banda atual.Quando a gente realmente começou a levar o negócio mais a sério aí entrou o "Nervoso" e a gente começou a tocar. Isso aí foi mais ou menos em 1991, de 91 pra 92.

P- O grupo sempre teve a mesma formação?

D- Não, não. Isso aí que a gente tava explicando é o seguinte: a primeira formação que não era o Beach... o Beach Lizards mesmo, vocês vão falar só sobre o B.L., o B.L. sempre teve a mesma formação, sempre teve... dois anos juntos com essa formação.

P- Por que o nome "Beach Lizards"?

D- Ah! Isso aí não tem muito um porquê não, é mais pela sonoridade do negócio, é que a gente tava numa tarde assim, tentando escolher um nome pra banda, assim né. Então a gente fez uma votação assim de vários nomes e o nome que a gente escolheu foi B.L., mas não tem uma razão especial assim, Lagartos de Praia, assim não tem. É mais pela sonoridade do negócio mesmo.

P- Quem é o líder da banda?

D- Esse negócio de líder não é... é um negócio meio fascista, sei lá. Eu acho que a gente... a banda funciona assim dessa forma: eu chego com as músicas, com o esqueleto das músicas e mostro pro pessoal. Aí o pessoal vai colocando arranjo, quer dizer, no final é um produto do meio, de todo mundo, todo mundo dá suas opiniões, assim.

P- Os integrantes da banda têm atividades paralelas como trabalho ou estudo?

D- Eu trabalho numa loja de móveis, lamentávelmente trabalho numa loja de móveis, que não tem nada a ver com Rock'n Roll.

P- Por que a opção por cantar em inglês?

D- Ah! Eu quando comecei a escutar música, a me interessar por música, eu vou dizer pra vocês que foi com Beatles. Eu nunca me interessei, assim, por música brasileira, assim. Então eu comecei a gostar de música realmente - não a escutar música - a gostar de música, através de Rock'n Roll, assim, e, quer dizer... é uma coisa que eu não conseguia dissociar assim do inglês. Sabe aquela coisa a que tua cabeça tá limpa. De repente entra informação e essa informação fica, por mais tempo que...você vai morrer com essa informação na cabeça. Então, é por isso, o inglês eu... eu adoro inglês, eu acho uma língua linda, assim. A língua mais bonita que tem. Eu acho que pro não se encaixa outro tipo. É, de repente isso aí vai criar muita controvérsia. Nêgo vai falar que consegue fazer,só sabe fazer(...) eu particularmente não sei fazer letra em português, eu acho que fica brega, eu não sei fazer. Eu gosto de fazer em inglês, eu gosto de compor em inglês.

P- Quantas fitas-demo o grupo gravou até pintar o Brand New Dialog?

D- ... até pintar o CD, bem. Teve, na fase séria teve duas né? Duas demos. Uma não foi comercializada, a outra foi comercializada; e aí a gente logo depois, a gente gravou.

P- O que vocês acham de veículos da imprensa alternativa como fanzines para divulgação?

D- ..... a gente caminha num sentido assim, parece que... é um meio totalmente alternativo. Então essa, essa cultura alternativa, assim, de mídia, de jornal, de fanzine, isso é muito importante pra nossa própria sobrevivência, né; que a gente vive disso, a gente só é conhecido por alguém através de fanzine, assim. Porque a gente ainda não chegou naquele esquema. Talvez agora depois que a gente lançou um disco, a gente realmente vá entrar na mídia grande, na grande mídia. Mas por enquanto, a gente só existe por causa dos fanzines que mostraram a nossa música pra diversas pessoas através de cartas. A pessoa liga pro fanzine: "Pô, tô a fim de escutar essa banda que vocês tão falando bem", quer dizer, a gente deve tudo aos fanzines.

P- O "Beach Lizards" pode ser considerado uma banda de música romântica? Por que tantas letras falando de amor?

D- Não romântica. É porque é o seguinte: não o que ele fala, eu, acho que é enfocada as letras. As letras é o seguinte: não é uma letra romântica, assim. É porque eu particularmente pra (...) quando vou escrever uma música assim, é (...) eu não sei, eu sou um cara que é meio estranho, assim. Parece que eu tô sempre apaixonado por alguma coisa, assim. É tudo que eu penso, tudo que eu gosto da coisa eu logo me apaixono por essa coisa. Então com mulheres não é diferente, assim. Quando você vai fazer uma música (...) ainda mais eu que cresci escutando Beatles: She Loves You, I Wanna Hold Your Hand ...etc. quer dizer, isso fica na tua cabeça e é um negócio que num... que pra mim é... eu tenho uma facilidade grande de escrever uma letra sobre amor, mas não é essas letras. Tem letras de amor, e letras de amor, né. É um negócio que, é (...) eu sou assim, eu sou assim. Gosto de escrever muito sobre esses temas, assim.

P- Se não é música romântica, como vocês rotulam o som do grupo, 'surf music'?

D- É uma pergunta altamente, é... como é que se chama? Altamente (...) serve pra dividir o público. A gente quer pegar, alcançar o maior número de pessoas possível, quer dizer, esse negócio de restrição - ah! eles são surf music então o pessoal de metal não vai gostar - quer dizer, então a gente deixa pra imprensa que, que bote seus rótulos. Mas a gente faz a música, a gente faz Rock'n Roll. Agora eu acho que tem muitas misturas, assim. A gente escuta muitas coisas diferentes, então não é... fica difícil, a gente não gosta de uma só. Se todo mundo gostasse de uma coisa só seria fácil rotular, assim. A gente tocaria aquele tipo de música, mas todo mundo gosta de uma coisa diferente, então fica difícil rotular.

P- Como são os "Beach Lizards" ao vivo?

D- Bom, ao vivo, eu acho que a gente ainda tem que melhorar muito, assim. A gente é bom, assim; eu acho que o pessoal gosta dos nossos shows, da maioria dos nossos shows; mas eu acho que tem aquele, tem uma coisa assim que a gente, que isso aí não é, não é demérito nenhum falar porque eu cresci ouvindo isso. E as bandas tocarem mal ao vivo. Eu acho que a gente, a gente erra bastante ao vivo, assim. Tem esse negócio. Mas é um negócio sincero, assim. A gente não procura disfarçar o erro não. A gente ri dos erros, assim; a gente começa uma música, erra uma música no meio e começa de novo: "aí, vamu tocar de novo, a gente errou. Quer dizer, é uma coisa que, é o espírito punk rock mesmo, que a gente cresceu aprendendo com isso entendeu, o negócio da gente, se a gente não pode ser o melhor, a gente (risos)... isso é o mais importante: se tiver uma pessoa pulando lá, gostando, a gente já... já tá satisfeito.

P- Quais foram suas principais influências e quais os grupos favoritos de vocês?

D- Essa é a pergunta que eu me amarro, gosto muito de falar, responder isso aí. Eu gosto... eu gosto de muita coisa, assim. Gosto de Beatles, é... isso é influência, assim, Beach Boys também é muito legal, assim, a parte de backing vocals, eu gosto muito de música que tem backing vocals e os Beach Boys realmente eram os mestres. E, pô, mais atual, assim; nos anos setenta que veio o punk rock eu gosto muito de Buzzcocks, Sex Pistols, Ramones, Undertones, eu gosto de muita coisa! Dos grupos atuais tem muita coisa também boa: Pixies, Nirvana, sei lá tem muita coisa boa aí acontecendo, é muito grupo que a gente gosta muita coisa boa..... Infelizmente, Rush é a antítese nossa, mas tem nego que gosta aqui na banda.

P- Na década de 90 0 rock nacional ainda não conseguiu furar o bloqueio das grandes gravadoras. Vocês se contentam apenas com um gueto em termos de público?

D- Olha, eu vou dizer alguma coisa, assim. A minha opinião, assim eu gostaria que todo mundo gostasse da minha música, desde o neguinho lá da Beija-flor até o skatista que tá andando de skate na rua, quer dizer, eu gostaria de abranger todas as pessoas. Só que isso não acontece, não acontece isso aqui no Brasil. Aqui é tudo realmente difícil. Então eu... eu tô meio... não é que eu teja... eu tô meio desesperançoso, assim, com o que o grupo pode apresentar pro Brasil, assim. Eu acho que vai ter sempre aquele pessoal que vai gostar e tal. Mas é, eu acho difícil a nossa música ser assimilada por esse pessoal. É a minha opinião. Eu acho muito difícil, eu sou meio cético...

P- A mídia tem dado maior apoio aos grupos que têm feito misturas de ritmos tradicionais Brasileiros como forró, e que cantam em português. Ela está preparada para absorver o hardcore e grupos nacionais cantando em inglês?

D- A mídia? Você fala a mídia? Aí eu não sei, eu não tô dentro da cabeça deles. Eu não sei se eles têm propostas... Eu acho que não seria legal os caras fazerem barreiras assim... só porque uma banda canta em inglês eles: "ah! Isso aí de antemão eu não vou escutar porque não é praia do Brasil. O Brasil tem que ser a mistura, quer dizer, o Brasil tem que ser nada! O Brasil tem que ter a diversidade de estilos pro pessoal poder escolher. Quanto mais diversa for a música, de culturas diferentes, de misturas diferentes, melhor! Então não tem que ter ..... Pra imprensa, a grande conquista da imprensa é criar um hype em cima de alguma coisa, eles criarem, por exemplo: Manchester aquela onda de bandas de Manchester. Aquilo foi criado pela imprensa inglesa, quando se abria a "Melody Maker" que era "NME" só aparecia aquele tipo de banda de franjinha, quer dizer, aquilo pra imprensa deve ter sido o máximo, foi ela quem criou aquele termo, aquele tipo de música. Então eles querem isso. Se eles conseguirem amanhã fazer que seissentas bandas do Brasil fizessem uma mistura de hardcore com forró, ia ser... eles iam dizer:"Fomos nós que começamos com isso. Alertamos que os Raimundos tinha muito futuro", quer dizer, é um negócio estranho...

P- Por que a POLVO Discos se tinha tanta gente na jogada?

D- Tinha muita gente, mas também tinha muita gente com propostas assim, absurdas. Tipo: "vocês gravam o disco, vocês divulgam o disco, vocês depois arrumam shows, vocês pagam a prensagem, pagam a capa que a gente só distribui. A gente pega vocês... faz tudo, você distribui e fica com 1% e a gente fica com 99%. Quer dizer, a maioria das propostas eram uma coisa assim, meio absurda. E a POLVO Discos foi a primeira, assim, que veio com uma proposta razoável de negócio assim realmente legal para as duas partes, e por isso que a gente escolheu eles, e... era um pessoal que deu liberdade pra gente trabalhar com o pessoal que a gente conhecia. Não teve imposição nenhuma, assim, de técnico de som, de gravação, esse negócio todo. Então foi legal trabalhar, foi fácil.

P- Qual a expectativa do grupo em relação às vendas do Brand New Dialog e o que vocês pretendem fazer para divulgá-lo?

D- A gente pretende tocar muito, né, tomara que venda bastante, assim, que é o que a gente quer, espero!...

P-Qual o potencial deste trabalho para o mercado internacional na visão do grupo?

D- Não sei, porque... é difícil porque a gente tá aqui e eles estão lá. A gente... a minha idéia mesmo seria se a gente quizesse trabalhar realmente esse mercado externo, a gente teria que ir lá. Teria que encontrar o cara. Cara a Cara! Entendeu? E apresentar o teu trabalho: esse aqui é... a gente é lá do Brasil. A gente tem uma proposta tal. Gostaria de saber o que que você acha dela e tal. Aí fica muito assim no sonho. Da gente mandar um CD daqui, entendeu? Pra chegar lá, e alguém lá, se escutar, e achar: "Pô muito legal. Vamos contratar os caras". Quer dizer, fica um negócio meio utópico, assim. Mas a gente tem um plano, assim, de, se pintar uma grana, se pintar um patrocínio legal, a gente ia pra lá, tentar batalhar lá também, não só aqui. A gente acha que tem um potencial muito grande, assim. Porque o Brasil tá... aí que fecha. Se a gente cantasse em português, tem esse problema. Se a gente cantasse em português ia fechar uma porta muito grande, você vê... na Alemanha... a língua universal é o inglês. O mundo pensa inglês, que dizer, se você começar a restringir muito essa coisa, eu não vejo porquê assim da gente (...) Por isso que a gente canta em inglês, a gente queria alcançar um número de pessoas muito grande, assim. Viajar pra caramba, a gente queria conhecer outras culturas. Um negócio que é meio sonho, assim, mas a gente tá batalhando por isso.

P- O CD do grupo tem uma qualidade de som muito superior à média dos trabalhos independentes. Quais foram os principais cuidados na realização do CD?

D- ..... É, eu acho que, o principal, assim, de sair legal, de ter saído legal a qualidade, foi que a gente se propôs a fazer as coisas que a gente sabia fazer. A gente não viajou, assim, no estúdio, entendeu? Tentou... a gente não tinha tempo pra isso também - de ficar viajando - a gente tentou fazer o que a gente já sabia, que já tinha testado nas demos, assim. A gente já sabia mais ou menos, a gente chegou no estúdio, mais ou menos já sabendo o som que tirar de cada coisas, assim. Por experiência própria, assim. Então foi... não foi muito difícil, assim. A gente pegar uma tecnologia boa, assim, e desenvolver em cima, o trabalho.

P- Quando o grupo começa a fazer uma excursão nacional?

D- Agora que o CD saiu a gente vai começar a agendar os contatos pra poder viajar o Brasil. O máximo de cidades que a gente puder ir, a gente vai. Tocar pra mostrar a música da gente.

P- Quais os planos do grupo para o futuro?

D- Pro futuro é tocar, tocar e tentar divulgar o máximo o nosso trabalho pra ver o que que o gente consegue colher de frutos, de experiência, assim. Vamu vê quais são as portas que vão se abrir pra gente. A gente espera que abram muitas pra gente poder escolher. Aí, então a gente tá esperando que você ligue pra rádio, aí você de sua cidade ligue pra rádio e peça pra que a gente vá tocar aí, faça força pra gente tocar aí que a gente quer muito tocar, te conhecer.

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